Mitos e verdades sobre a bioeletricidade

Com o aumento dos debates sobre sustentabilidade e mitigação das crises climáticas, a bioeletricidade vem ganhando mais força. Esse tipo de energia elétrica vem da biomassa, que é gerada a partir da queima de matéria orgânica. No Brasil, a bioeletricidade vem principalmente das sobras da cana-de-açúcar após a produção de etanol e açúcar. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), 75% da bioeletricidade gerada em 2024 foi de resíduos da cana.

Neste texto, vamos descobrir mais sobre esse tipo de energia. Confira mitos e verdades sobre a bioeletricidade.

A bioeletricidade é mais cara que outras fontes de energia? Mito!

A matéria-prima usada para a bioeletricidade é o que a torna mais competitiva no mercado. A biomassa vem de resíduos agrícolas, que são considerados subprodutos e, por isso, são mais baratos que outros tipos de recursos. Outra vantagem econômica é a redução de custos com transporte, pois, em muitos casos, esses resíduos já são processados e transformados em energia elétrica no mesmo local onde são gerados.

A bioeletricidade é uma fonte de energia instável? Mito!

A bioeletricidade é considerada uma fonte de energia estável e ainda contribui com a segurança energética. Ao contrário do petróleo, por exemplo, que é um recurso não renovável e tem baixa disponibilidade, a biomassa é renovável, pois a matéria orgânica pode ser reposta. Além disso, a bioeletricidade não depende de condições climáticas específicas. A energia solar, por exemplo, depende da incidência de luz do sol, enquanto a eólica precisa da força dos ventos. Ainda que a cana-de-açúcar tenha sua sazonalidade, o bagaço e a palha podem ser estocados e usados posteriormente.

A bioeletricidade diversifica a matriz energética e reduz a dependência de combustíveis fósseis? Verdade!

A diversificação da matriz energética é muito importante para que o país tenha segurança e estabilidade, evitando que a energia fique indisponível ou inacessível para a população.

Os combustíveis fósseis, além de mais poluentes, também dependem do fornecimento de outros países. Com as constantes oscilações de preço e disponibilidade, ter a matriz energética pouco diversificada é arriscado. Foi por causa da crise do petróleo, na década de 70, que o governo brasileiro passou a investir ainda mais em outros tipos de combustíveis, como o etanol. Confira a história do etanol no Brasil.

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, o que representa um grande potencial para investir em bioeletricidade. Veja mais sobre a importância da bioeletricidade para a segurança energética.

A bioeletricidade leva empregos para as zonas rurais

A bioeletricidade gera empregos? Verdade!

Outra grande vantagem da bioeletricidade é a geração de emprego e renda, especialmente nas zonas rurais, onde estão localizadas as plantações de cana-de-açúcar. Isso aumenta as oportunidades de trabalho, incentiva que as pessoas busquem qualificação e impulsiona o investimento na infraestrutura dos locais.

Segundo levantamento da SIAMIG Bioenergia, com dados do Ministério do Trabalho, o setor bioenergético gerou, em 2022, 2.486 milhões de empregos diretos e indiretos, distribuídos em 19 estados do país. Esses números reforçam a importância e o potencial da bioeletricidade para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

Agora que você já sabe mais sobre a bioeletricidade, aproveite para conferir os mitos e verdades sobre a cana-de-açúcar e sobre o etanol.